Nos Caminhos de Xavier e Conforti

Ser um missionário

Quer ser missionário?

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Opções – Na sua cidade? Na sua profissão? No mundo?
Você se sente chamado, como foram Xavier e Conforti?
Acredita que o apelo feito a eles ontem, pode Jesus estar fazendo também para você hoje?
Gostaria de trocar idéia sobre ser missionário e se você tem vocação para este grande ideal no mundo de hoje?

Quer ser missionário em casa?

Faça em suas orações diárias, preces especiais para as missões. Faça como Santa Terezinha do menino Jesus, que no convento Carmelita, oferecia o dia a dia e as suas dificuldades para ajudar os anunciadores do evangelho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um jovem padre Londrinense na Ásia

Pe Thiago Rodrigues, missionário xaveriano, ordenado há um ano atrás na Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Londrina, está nas Filipinas e em breve irá para a Tailândia. Confira a seguir o belíssimo e contagiante testemunho missionário que ele mesmo escreveu para o Presença Viva.
Queridos irmãos e irmãs da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, que alegria poder partilhar com vocês um pouco da minha experiência missionária. Conservo na minha memória a lembrança Eucarística que pude presidir na vossa Paróquia, logo depois da minha ordenação. O clima de família da vossa comunidade e o vosso compromisso missionário me marcaram profundamente, e me fizeram transbordar em ação de graças ao Senhor por ver tantos irmãos e irmãs comprometidos com o seu Reino.

Um ícone bíblico

O encontro entre Deus e Moisés, descrito no capítulo 3 do livro do Êxodo, é uma das passagens das Escrituras que mais me seduz. Neste encontro, o Senhor se revela a Moisés dizendo: “Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é chão sagrado.” O diálogo termina com o mandato que o Senhor profere a Moisés: “Eu vi a opressão do meu povo, eu ouvi os seus gritos de lamento, portanto vai! Eu envio você!” Esta passagem bíblica me ajuda a ler e a descrever a experiência missionária que estou tendo aqui nas Filipinas. Embora eu esteja neste país para estudar o inglês e conhecer um pouco mais a cultura asiática, pois fui destinado para trabalhar na Tailândia, aonde irei no início de dezembro. Esta experiência está sendo muito significativa e marcante na minha vida. A primeira coisa que procurei fazer chegando nas Filipinas, no mês de novembro do ano passado, foi “tirar as sandálias dos pés” e reconhecer este chão como terra santa; abrir-me à ação poderosa do Espírito, que já me precedia nesta terra, e que sopra o seu vento vital e irrestringível através das cores, dos sons, e da cultura deste povo que aqui vive.

Um pouco de geografia

As Filipinas são um arquipélago cuja capital é Manila. Ao contrário dos demais países da Ásia, este país é maioritariamente cristão e cerca de 80% da população é católica. O clima é tropical, marcado pelas estações seca e chuvosa. No mês de agosto tivemos algumas inundações por causa da quantidade das chuvas. As Filipinas possuem uma cultura muito rica. Tal riqueza se manifesta na religiosidade popular, na culinária, na música, na arte e nas línguas (mais de 70) que esta terra possui. Este país é marcado também por vários problemas sociais: desemprego, crianças de rua, prostituição, corrupção, etc

Aprendendo a língua

Chegando nas Filipinas recebi uma calorosa acolhida da parte do povo e dos meus irmãos xaverianos que aqui trabalham. Atualmente me encontro na comunidade de teologia, situada na periferia de Quezon City, composta por 16 estudantes, de diferentes continentes, e por mais dois sacerdotes. Depois de uma semana nas Filipinas comecei o estudo do inglês. A experiência de aprender nova língua é sempre àquela de voltar a ser criança e começar do zero a pronunciar palavra por palavra. No começo, quando não podia me comunicar, a única coisa que eu podia fazer era sorrir. Esta língua todo mundo entende e não requer muita explicação. Com muita paciência e dedicação portas e janelas começaram a se abrir e então as palavras que pareciam obscuras e confusas se tornaram mais compreensíveis e claras. Quando a língua se tornou mais acessível, após três meses, comecei a ajudar nas atividades da na nossa comunidade de teologia (missas, encontros e retiros) e da nossa paróquia.

Quando Deus não é só teoria

A nossa paróquia é composta aproximadamente de 60000 paroquianos, a maioria são migrantes que chegam de diferentes partes das Filipinas. Comunidade paroquial é estruturada em nove áreas pastorais. Cada área possui a sua capela e as atividades próprias. Uma das atividades que caracteriza quase todas as comunidades são os grupos bíblicos (bible sharing). Uma vez na semana, as pessoas se reúnem nas casas para refletir e partilhar sobre a palavra de Deus. Esta é uma das atividades da qual participo e que cada vez mais me enriquece, pois percebo um encontro fecundo entre a palavra de Deus e a vida do povo, a vida do povo e a palavra de Deus. Várias vezes participando destes encontros me lembrei de uma canção do Pe. Zezinho que diz: “nestas horas eu vejo o quanto eu sou pequeno, pequeno sou eu! Quando vejo esta gente bonita falando de Deus”. Além das atividades pastorais, que caracterizam a vida de uma paróquia, tais como: catequese, grupo de coroinhas, grupo de jovens, grupo litúrgico, dentre outros, na nossa paróquia é presente também uma clínica, cujo objetivo é oferecer o atendimento básico às pessoas que sofrem a causa de várias doenças. Dois médicos e dois enfermeiros procuram responder às necessidades das pessoas que batem à nossa porta a procura de ajuda. Outra contribuição da nossa paróquia para a comunidade local é a biblioteca comunitária-paroquial. Mais de 15.000 livros estão à disposição das crianças, adolescentes e jovens que estão cursando o ensino fundamental, médio e universitário. O povo filipino é muito religioso e a celebração da Eucaristia é um momento forte na vida das comunidades. Todas as vezes que concluímos a celebração da Eucaristia, crianças, adolescentes, jovens, adultos e anciãos se aproximam do sacerdote para pedir a benção. Eles pegam na mão do sacerdote e a levam até a própria fonte: Bless pó, eles dizem, e o sacerdote responde: God bless. Um pequeno gesto, mas muito eloquente, que toda vez me lembra aquilo que devo ser: sinal de benção de Deus na vida deste povo; instrumento do seu amor no meio desta humanidade amada e salvada por ele.

Alargando o coração

Depois de quase um ano aqui nas Filipinas estou prestes a partir para a Tailândia. Não será fácil deixar as Filipinas, fiz muitas amizades aqui e já estava me acostumando com a cultura. Mas esta é a dinâmica da vida missionária. O missionário é aquele que foi conquistado pelo amor de Cristo e agora corre para anuncia-lo ao mundo. Deste modo ele se torna sinal profético daquilo que toda Igreja, todo cristão, é chamado a ser: um anunciador da Boa-Notícia de Jesus Cristo aos quatro ângulos da terra. Possa o mês missionário aumentar no nosso coração esta certeza e nos ajudar a “abrir-nos aos outros como irmãos e irmãs, descobri-los e encontra-los” como disse dom Helder Câmara, “e, se para encontrá-los e amá-los é preciso os mares e voar lá nos céus, então Missão é partir até os confins do mundo.”
Não tenho outra palavra para dizer ao Senhor senão, muito obrigado, thank ou very much, salamat pó! Quanto é bela a vida missionária! Quanto é lindo viver impelido pelo amor do Senhor que não conhece barreiras nem fronteiras! A minha gratidão a cada um de vocês, à minha Igreja que me enviou e me acompanha através das suas orações e da lembrança cheia de carinho. Não estou sozinho, vocês estão comigo, companheiros de viagem, chamados a fazer do mundo uma só família.

Pe Thiago Rodrigues
Missionário Xaveriano
E-mail: Thiago_sx@yahoo.com.br
Matéria publicada em outubro de 2012, no”Jornal Presença Viva”
Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora – Dom Bosco, Londrina Pr

 

 

Leia abaixo a história deste futuro padre missionário xaveriano


ETERNA É A SUA MISERICÓRDIA!
de Thiago Rodrigues
Padre  Xaveriano

Celebrar a ação de Deus na própria vida corresponde a reconhecer e contemplar as suas maravilhas, escutar os nos e as melodias dos seus passos que nos guiam, entrar no mistério de amor, tirar as sandálias da superficialidade e dos preconceitos e pisar na terra santa da nossa história, fecundada pela sua presença. É a experiência do salmista que testemunha solenemente e confessa publicamente no Salmo 135, as obras admiráveis do Senhor realizadas em favor de seu povo: “por que eterna é a sua misericórdia!” É nesta ótica que eu gosto de ler a minha vida, confiante na presença do Bom Pastor que guia e salva a minha história.
Nasci no dia 8 de outubro de 1984, em Londrina (PR). Sou o quarto de seis filhos. Da parte dos meus pais, Luiz Carlos Rodrigues e Maria Joana Vanzo Rodriques, recebi uma boa formação cristã. Minha mãe foi e é para mim exemplo de mulher forte, sinal de ternura de Deus, assim como o meu pai, modelo de vida doada por amor: “porque eterna é a sua misericórdia!”
Esta formação cristã eu recebi também dos grupos bíblicos e de reflexão no meu bairro. A participação em tais grupos me fez crescer na espiritualidade e na realidade do meu povo, que é motivado por uma fé que ilumina e aquece os corações e que celebra as passagens continuas do Deus libertador na sua vida. Foi a minha avó, porém, quem me convidou para participar da vida da nossa Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Primeiro como coroinha, depois como catequista. Para mim o ambiente paroquial foi lugar de amizade, de crescimento humano, cristão e de crescimento da minha vocação: “porque eterna é a sua misericórdia!”
Participando da vida paroquial nascia em mim o desejo de tornar-me sacerdote. Comecei a buscar orientações freqüentando os encontros vocacionais no seminário xaveriano. Aos poucos, a vocação missionária xaveriana foi me conquistando. Neste período, o meu pároco, Pe. Valeriano Ruaro foi uma pessoa muito importante, pois ele me ajudou a buscar e a discernir a vontade de Deus. Assim, no dia 6 de fevereiro de 2000, com a idade de 15 anos, entrei no seminário xaveriano. Foi um momento forte, o inicio de um caminho, de uma resposta a um chamado de amor. As dificuldades em adaptar-me ao seminário não faltaram. Em primeiro lugar, deixar a minha casa não foi fácil, depois, habituar-me ao ritmo do seminário foi dificultoso. Aos poucos fui me encontrando com a ajuda dos meus formadores e da comunidade que se revelava uma riqueza muito grande: “porque eterna é a sua misericórdia!”
Quando terminei o ensino médio fui para Curitiba (PR), onde permaneci por três anos estudando filosofia. Longe do meu ambiente familiar pude abrir-me a uma nova realidade comunitária e eclesial. Naqueles anos, na paróquia do Bom Pastor, colaborei com a infância missionária, com os grupos da pastoral da juventude e também com o terço missionário nas famílias. Ali, me senti muito acolhido e naquele período tantos foram os encontros e as experiências carregadas de humanidade que marcaram a minha vida: “porque eterna é a sua misericórdia!”
Em seguida fui para Hortolândia (SP), onde fiz o noviciado. Foi um período intenso de contato com a palavra de Deus, de um conhecimento mais aprofundado da família missionária e, ao mesmo tempo da vida religiosa. Também este foi um período marcado por encontros com tantas pessoas que testemunharam a mim o Senhor ressuscitado, fonte de vida e de esperança. No dia 2 de junho de 2006 fiz a minha primeira profissão religiosa, ato de consagração a Deus a serviço de seu reino: “porque eterna é a sua misericórdia!”
Posteriormente, fui destinado à Parma (Itália) para estudar teologia. Encontrei uma comunidade acolhedora e fraterna. As dificuldades de me inserir neste novo contesto, tão diverso, foram muitas, mas graças a Deus e com a colaboração de tantas pessoas dentre as quais os meus formadores pude superá-las. Na Itália colaborei em duas paróquias, onde os trabalhos eram vários: grupos de jovens, animação missionária, setor ecumênico, liturgia e canto. No dia 5 de dezembro de 2010, fiz a profissão perpétua e no dia 8 do mesmo mês fui ordenado diácono. Prestes a ser ordenado sacerdote no próximo dia 6 de agosto de 2011, na minha paróquia de origem e preparando-me para a missão, provavelmente na Ásia, agradeço todos aqueles que colaboraram e partilharam alegrias e esperanças comigo. O Senhor nos chama a colaborar na construção do Seu reino, respondamos com generosidade cantando as suas misericórdias que guiam e salvam as nossas histórias. Ser missionário é bonito demais!

Os maiores missionários de Jesus

De Antonio Paulo Alexandrino – Londrina, 26-10-2012

Em outubro de 2011, estávamos na Itália pela canonização de São Guido. Retornando à  Roma de um passeio a Tivoli, o micro- ônibus parou sobre uma ponte e Giuseppe, o motorista, virou e disse: “esta ponte em que estamos foi  construída por Mussolini com ferro e cimento, mas, aquela outra, apontando rio acima, é a ponte Milvio, construída pelos romanos antes de Jesus (ano 206 AC) e ainda está de pé. Então, olhamos rio acima o rio Tibre que abrigava em suas águas uma ponte de pedra com belos arcos que passando um ar de indestrutível . Ao fundo como terceiro plano ainda se podia ver o estádio olímpico do Roma. Giuseppe ainda historiou dizendo que houve uma batalha naquela ponte, na qual Constantino, sonhou na véspera que se usasse a  cruz desenhada nos escudos dos soldados, com as letras PX (iniciais de Cristo em grego) ele venceria. Assim foi e mesmo em desvantagem derrotou Maxêncio e se tornou imperador único em Roma. E, ainda, contou-nos que após esse dia o imperador proibiu a perseguição aos cristãos. Então fitei meus olhos na ponte sobre o rio Tibre e imaginei a cena grotesca daquela batalha e a  vitória do novo imperador e refleti: será que não está aqui o dedo de Deus? Não sei se motivado pela canonização do santo missionário, Guido Maria Conforti, pensei, isto não aconteceu à toa. Uma semente fora plantada muito tempo antes para que isto ocorresse. Então me veio a mente São Pedro e São Paulo, os grandes apóstolos de Jesus… Naquela semana havíamos visitado a basílica de São Pedro, onde está sepultado o apóstolo Pedro e participamos no dia 24-10-2011 de uma missa de ação de graças pela santificação, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros. Ao final da celebração pude me aproximar do altar e inclusive fotografar o túmulo de São Paulo, que está sob o altar. Neste momento pus-me a pensar… Seria por acaso que estes dois apóstolos viveram seus últimos dias de vida em Roma… Roma a capital do império romano, o mesmo império que matou o Cristo. Certamente eles sabiam do risco que corriam, mas porque então se dirigiriam para o olho do furacão. O objetivo destes dois era o mesmo e vinha da mesma inspiração. Evangelizar os pagãos. Conquistar os romanos pela fé.  Se conseguissem espalhar o cristianismo em Roma seria mais fácil disseminá-lo pelo mundo… Ambos foram martirizados, Pedro crucificado de cabeça para baixo e Paulo decapitado fora dos muros da cidade, porque era cidadão romano. Mas estaria tudo acabado aí?

Voltando à reflexão… Acredito que a resposta esteja no novo testamento. Provavelmente, a missão que Jesus lhes confiara certamente era muito maior do que eles pensavam e incluía Roma, a futura sede da sua Igreja. Analisando em atos dos apóstolos (cap. 12, 3-19) há uma das passagens mais bonitas e fortes sobre São Pedro. Ele estava preso em Jerusalém trancado a ferros e vigiado por quatro grupos de soldados de Herodes, mas foi liberto por ação divina. Veio um anjo e o levou a salvo para fora da cidade como se fosse um sonho. Com certeza a missão de levar o evangelho até os confins da terra extrapolaria o reino de Herodes e os planos de Jesus para o apóstolo não acabariam aí. Pedro pregou em muitas cidades da Asia menor e da Europa antiga. Depois de Cristo ele foi a primeira pessoa a fazer um grande milagre, quando ressuscitou uma mulher chamada Tabita, em Jope (At. 9, 36-43).

Por outro lado, quando São Paulo estava preso em Roma, no final de sua vida e escreveu a Timóteo, (II Timóteo 4, 6-8) deixou claro que havia cumprido toda a missão dada pelo próprio Jesus e que morreria feliz. É sabido que ele pregou na velha Europa e Asia menor. Fêz três grandes jornadas com viagens missionárias, formando igrejas: 1ª) para a Antioquia, Chipre e outras cidades da hoje Turquia (Atos 13, 14); 2ª) para Asia menor (Atos 15, 36; 18,22) e depois para Grécia e Europa; 3ª) para Asia menor novamente (Atos 18,23; 20). Em Felipos foi preso e espancado e por ação divina foi libertado, quando a porta da prisão se abriu num terremoto. Por fim, foi para a cidade de Roma, nas barbas do imperador, onde os cristãos eram perseguidos e mortos, geralmente crucificados. Esteve preso por dois anos, mas mesmo assim nunca deixou de ser missionário. Da prisão escrevia cartas às comunidades onde estabeleceu igrejas ao longo da Asia e Europa. E Paulo, na cadeia, no final de sua vida se dizia muito feliz. Mas quem poderia estar tão feliz estando preso ao final da vida? Ele sabia verdadeiramente que já havia cumprido tudo e desempenhado completamente a sua missão.

Sendo assim é sensato dizer que os dois, São Pedro e São Paulo, tinham encerrado seus dias de apóstolos missionários muito felizes e confiantes do dever cumprido. Eles haviam plantado a semente do cristianismo em solo fértil e, que após germinar, quebraria a última grande barreira para a disseminação da boa nova de Jesus.  Eventualmente já imaginavam quantos santos e santas de Deus daria aquele continente.

Retornando da viajem à Itália fui procurar a história daquela batalha… No dia 28-10 de 312 D.C. sobre a ponte Milvio Constantino foi vitorioso contra Maxêncio, pondo fim a uma pendência de cinco anos, em que disputavam quem seria o único imperador do império romano. Constantino, após a batalha proibiu a perseguição aos cristãos. Conta a história, que na véspera da batalha Constantino sonhara que se lutasse sobre o sigma da cruz venceria. Há também relatos de que em regiões onde ele mandava antes da batalha como: Hispania, Britania e Gália já havia proibido a perseguição aos cristãos. Então, poderia ser algo que tinha em mente de fazer também em Roma. Por outro lado pode-se imaginar outra coisa. A que se lembrar que Santa Helena era a sua mãe e que poderia ter influenciado a tomar a decisão. Mas, o importante é o fato em si. Daí para frente poderia se praticar livremente o cristianismo, o que certamente favoreceu a sua expansão no mundo. Diante desses fatos é inevitável pensar que somente após quase dois séculos e meio da morte de Pedro e Paulo, o cristianismo foi liberado. Será que aí não está a mão de Deus? Pois para Deus o tempo não existe e o seu plano missionário para esses dois certamente incluía Roma. Sem dúvida alguma esses dois apóstolos foram os maiores missionários de Jesus. Eles replicaram as comunidades cristãs pelo mundo e espalharam a boa nova além da sua terra natal. Batizaram, evangelizaram e fizeram inúmeros milagres em nome de Jesus. Certamente, o Mestre ficou orgulhoso da missão desempenhada por seus discípulos, mas Pedro e Paulo foram mais longe que todos e conquistaram a parte mais valiosa do império romano, as pessoas.

O ensinamento embutido nestes fatos é que a morte dos maiores missionários de Jesus não foi em vão. A semente plantada frutificou e deu bons frutos. Trazendo para os dias de hoje, o mesmo pode estar acontecendo. A vida desses dois santos mostra que a premissa maior é fazer o que Deus quer de cada um de nós cumprindo a promessa do batismo de evangelizar. E os resultados?  Ah os resultados! Não se preocupe! Para Deus não existe o tempo. Mas trazendo para a realidade humana, eles virão a seu tempo.

Padre Remigio Serra

Um Missionário a Serviço de Jesus

 

 

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Padre Serra

50 ANOS A SERVIÇO DA MISSÃO

Nasci em Teralba (Itália) em 26 de novembro de 1927. Depois da escola primária cursei agronomia. Como filho de agricultores, o jeito era aprender técnicas diferentes e aperfeiçoar minha preparação profissional. Durante a segunda guerra mundial entre 1941- 1944, meu pai foi chamado para o serviço militar e eu fiquei com meu avô, cuidando de nossas vinhas.

Eu queria ser missionário e procurei vários institutos, mas as portas estavam fechadas. Já estava desistindo de tudo. Se conformar em pegar a enxada e a foice e esquecer os países do oriente era o que restava. Quando tudo ficou escuro, uma luz se acendeu! Abriu-se finalmente uma porta, a dos Missionários Xaverianos. Pensava ser Jesuíta e ir para o Oriente, seguindo os passos de São Francisco Xavier, mas Deus não quis assim. Quem me acolheu foram os Xaverianos, também inspirados por Xavier. Logo fiz o noviciado (1957-58) e a teologia (1958-62). Após a ordenação, em 15 de outubro de 1961, fui destinado para a missão no Bangladesh. Para aprender o inglês fui à Escócia e quando terminou o curso da língua, já com o visto para partir, fiz o pedido da profissão perpétua. A resposta chegou com atraso, mas por problemas burocráticos não iria ao Bangladesh. Sendo assim o superior geral me destinou para Pegli (Italia). Somente após o natal de 1963 recebi minha nova destinação para a missão, desta vez para o Brasil. Preparei as malas e com o irmão Mário Minuti peguei o navio no início de fevereiro de 1964.

Dos 50 anos de Padre, 47 foram vividos no Brasil, assim distribuídos: no Paraná, em Santa mariana (1964), Londrina- Vila Casoni (1965), Larangeiras do Sul (19660, Curitiba (1973), Jaguapitã e Rolândia (1974), Lupionópolis (1988), Santa Mariana novamente (1990). Depois em Minas Gerais, na cidade de Coronel Fabriciano 1993). Desde 2010 estou em São Paulo para cuidar do arquivo regional. A vida eucarística me dá força para viver e paciência para carregar  cruz de cada dia. Quando a minha oração foi em favor das outras pessoas eu fui sempre mais feliz. Deus escutava a minha oração e a cruz sempre foi mais leve. A celebração das bodas de ouro Sacerdotal aconteceu em outubro de 2011, uma semana antes da canonização de São Guido Maria Conforti (23- 10 -2011). Na alegria dos meus 50 anos de ministério e também com muita alegria pela canonização do nosso padre fundador, Guido Maria Conforti, agradeci e louvei a Jesus, sumo e eterno Sacerdote! Maior graça vamos encontrar somente no PARAÍSO!!!

 

 

 

Os 50 anos de sacerdócio de Padre Aristides Poletto

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Nascido em dia 5 de junho de 1936 e batizado no dia 13 deste mesmo mês com o nome de Aristides Poletto, na cidade de San Giorgio Diperlena, província de Vicenza, Itália, veio ao mundo o terceiro filho de uma família muito católica de nove irmãos. Os pais: Antonio Poletto e Guera Lucia eram trabalhadores rurais muito pobres. Para completar a família moravam com eles duas tias. Tanto os pais, quanto as tias ensinavam a rezar e todos os dias à noite na casa dos Poletto, após o jantar era rezado o santo terço em família. Aos Domingos após uma caminhada de  30 minutos todos participavam da missa.
Sempre havia propaganda vocacional na sua cidadezinha, mas Aristides dizia que poderia ser de tudo na vida, menos padre… Mas a influência religiosa e o chamado no seu coração eram muito fortes e em 1-10-1950, o menino entrou para o seminário diocesano de Santo Antonio de Pádua, em Thiene, onde havia 360 estudantes cursando o ginásio. Porém, após esta fase de estudos, quando já mocinho, sentiu de Jesus um chamamento mais forte no seu coração, pensou em algo mais grandioso a fazer e decidiu ser um missionário. Assim aos 7 de setembro de 1954 ingressou no seminário xaveriano, na cidade de Pedrengo, Província de Bérgamo. De setembro de 1955 a setembro de 1956 completou o tempo do Noviciado, nesta fase, já convivendo numa comunidade de vocação adulta. Desta época revela com um certo sorriso que o superior o escolheu para fazer o pão que comiam e por isso teve de aprender o ofício da maneira correta. Por isso, frequentou a padaria da cidade para aprender a fazer pão. Quando já seguro da tarefa, todos os dia fazia os pães no seminário e os levava numa carretinha atrelada à bicicleta para assar no forno da padaria da cidade. Um certo dia retornando à casa com os pães assados ele se desequilibrou saindo fora da estrada com a bicicleta e com o tombo perdeu a carga, risadas… Teve que fazer tudo outra vez, risadas… Na sequência, foram 3 anos de filosofia em Desio e depois de 1960 a 64 cursou Teologia em Parma, numa turma de 120 seminaristas. No último ano da teologia, em 13 de outubro de 1963 foram ordenados 33 padres Xaverianos em Parma, pelas mãos do cardeal primaz da África, D. Rugambua. Um deles, Aristides, o nosso protagonista.
Designado às missões estrangeiras, além fronteiras, chega ao Brasil em 1964 e vai para Jaguapitã, Paraná. Daí para frente teve passagens por muitas cidades, como resumiremos a seguir:

Setembro de 1964- Chegada ao Brasil, vindo para o Paraná, em Jaguapitã. Ainda neste ano foi atuar em Laranjeiras do sul, Pr, permanecendo até 66.
1966- Centenário do sul, Pr, por 3 anos.
Porém, ainda uma história inusitada padre Aristides, vale à pena contar de quando esteve na cidade de Centenário.

Aqui fez-se uma pausa na entrevista, sorriu e contou uma história das muitas que gosta de repetir. Um certo dia, o vigário, o então padre Aurélio Basso, um dos grandes missionários que os xaverianos tiveram na China na época de Mao (ditador chinês comunista), chamou Aristides para ajuda-lo. Iriam à  uma capela rural, com mais duas freiras para um serviço religioso. O carro, um Toyota Bandeirantes, aqueles com motor diesel da Mercedes, 4×4, que passava em qualquer estrada. Pois bem, Padre Aurélio perguntou se Aristides queria ir atrás, mas ele respondeu que iria na frente para melhor se segurar. Assim as 2 freiras foram atrás na mine caçamba do Jippe. No trajeto da estrada de terra havia um rio raso para passar, numa baixada. Quando o motorista pisou fundo para ultrapassar o rio com o jipão, este pulou como um burro chucro, mas saiu do outro lado da margem. O padre Aristides, grudado e segurando nos suportes do Jippe, com medo de cair, somente soltou as mãos, quando ele parou diante da capela. Nesta hora o condutor, Padre Aurélio virou para o Aristides e olhando para trás, perguntou “Ma, onde estão as freiras?” E o padre Aristides prontamente respondeu: “ficaram no rio”, risadas…

Outros locais de missão:
1969- Mirasselva, pela primeira vez como pároco
1970 a 73- Vigário de Jaguapitã
1973- Recebe a missão de retornar à Laranjeiras do Sul para formar a paróquia de Porto Santana. Numa área com extensão de terra de três mil quilômetros quadrados na beira do Rio Iguaçu. Ali Aristides não mediu esforços na empreitada e construiu Igreja, posto de saúde, capelas e um cinema paroquial. Estas edificações eram destaques regionais para a época.
1984- São José do Goiabal em Minas Gerais e também cidade de Dionízio
1991 a 95- Tejupá, distrito de Pirajú, Estado de São Paulo, onde formou outra paróquia, atuando até 1995
1995 a 96- Retorna a Laranjeiras do Sul
1997 a 2002- Cruzeiro do Iguaçu. Aqui formou mais uma paróquia, a do Santíssimo Redentor
2002 a 2006- Cantagalo, PR, como vice pároco
2006 a 2009- Laranjeiras do Sul
2009- Casa dos Xaverianos em São Paulo Capital, onde permaneceu por 1 ano
2010- Desde este ano, já com alguns problemas de Saúde para cuidar, está em Londrina, no seminário xaveriano.
Por fim, perguntei ao final da entrevista ao padre Aristides, se ele voltasse atrás no tempo, se de novo gostaria de ser sacerdote. Ele prontamente respondeu: “Sou feliz, faria tudo outra vez.
Neste dia 13 de outubro de 2013, o padre Aristides completará 50 anos de ordenação sacerdotal e todos estão convidados a comemorar com ele, participando da missa às 9:30 hs, a ser realizada na paróquia nossa Senhora de Fátima na Vila Casoni em Londrina.

Parabéns padre Aristides! Obrigado pelo seu trabalho no Brasil. Que Deus lhe abençoe e o recompense. Que esta data ainda se repita por muitos anos. Deus seja louvado!

Antonio Paulo Alexandrino
Amigo dos xaverianos

 

 

 

Os 45 anos de Sacerdócio do Pe. Camilo Didonè e do Pe. Geane

No mesmo dia 13 de outubro de 2013, comemoraram 45 anos de sacerdócio, os padres Camilo Didonè e  Geane. Este último, vigário da paróquia nossa Senhora de Fátima da vila Cazone de Londrina e padre Camilo é vigário de 5 paróquias nos Cinco Conjuntos de Londrina, entre elas: (São Francisco, Mãe da Igreja, Cristo Operário, Paróquia do conjunto Violim). Na foto abaixo, ao centro está padre Geane e a sua esquerda, padre Camilo.

Parabéns!!!

 

 

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A experiência do padre Xaveriano Thiago Rodrigues Na Tailândia (londrinense)

 

Queridos amigos e amigas dos Missionários Xaverianos,

 

É com muita alegria que partilho com vocês um pouco do meu caminho missionário na Tailândia. A presença dos missionários Xaverianos neste país, aonde o número dos cristãos não chega ao 1%, é bem recente, desde 2011. As irmãs Xaverianas ao contrário, estão trabalhando aqui desde o ano 2000. Juntamente com os padres do Pime, elas são para nós uma grande benção e uma referência nestes primeiros passos da nossa presença missionária na Tailândia. A nossa comunidade é composta por quatro padres: dois italianos, um camaronês e eu, brasileiro. Atualmente moramos em uma cidade chamada Nonthaburi na província de Bangkok. Embora residamos e estudamos na diocese de Bangkok, o nosso trabalho missionário se desenvolverá no norte da Tailândia, em uma diocese chamada Nakhon Sawan.

Depois de um ano vivendo neste país, posso dizer que este período tem sido para mim uma verdadeira benção; uma oportunidade de conhecer melhor e acolher esta nova cultura, embora eu deva confessar, ainda há um longo caminho a percorrer. Neste período aprendi a ler, escrever e pronunciar este idioma tão bonito, mas ao mesmo tempo tão desafiador. Posso dizer que terminei o primário, agora se trata de praticar e enriquecer o vocabulário. Embora o nosso conhecimento da língua ainda seja limitado, participamos e colaboramos nas diversas atividades desenvolvidas na paróquia e nas periferias. Este novo ano trará novidades sobre a nossa presença missionária em Bangkok e na diocese de Nahkon Sawan.

Durante o tempo de Advento, estivemos visitando as famílias que vivem nas periferias da cidade onde habitamos, levando conosco a imagem do menino Jesus. A maior parte destas famílias não é cristã, porém, com muita alegria elas abrem as portas para nos acolher, vendo na imagem do Menino-Deus alguém importante; descobrindo na vida dele uma mensagem de esperança.  Entramos nas casas das pessoas cantando e rezando, e por um instante a realidade onde vivem se transforma. Depois que cantamos, o pároco sempre lê uma passagem do Evangelho, contextualizando-a para os nossos dias. A jubilosa mensagem de um Deus que se fez homem por amor a nós e que colocou a sua tenda no meio de nós contagia a todos, enchendo os corações de alegria.

Estivemos na casa de uma senhora que não é cristã, mas que trabalha em um centro que acolhe crianças com necessidades especiais, mantido pela paróquia. A história desta mulher é marcada por várias dificuldades. Por muitos anos, ela sofreu com um marido que a agredia fisicamente. Quando ele a abandonou, ela procurou ajuda na paróquia onde encontrou refúgio e apoio. Durante o momento de oração na casa dela, ela nos recebeu com muito entusiasmo. Após a leitura do Evangelho, o pároco pediu para ela dissesse algo sobre a leitura que tínhamos acabado de ouvir. Com lágrima nos olhos, ela agradeceu a todos, afirmando que também para ela, mesmo sendo budista, o Evangelho é uma Boa-Notícia e lhe dá força e coragem na sua vida quotidiana. 

É uma imensa alegria para mim escutar testemunhos como estes. O Senhor sabe operar nos corações das pessoas de uma maneira que somente Ele conhece. Aquilo que Ele nos pede é de gritar – mas do que com as palavras, com a nossa vida – a alegria do seu Evangelho. Esta Boa-Notícia é capaz de transformar o deserto em um lindo jardim; esta Bonita-Notícia é capaz de reacender o sentido da vida.

Gostaria de agradecer a todos aqueles que colaboram na atualização deste website, um instrumento de evangelização e de missão. Sim! Somos todos missionários! As modalidades com as quais vivemos a única missão de Jesus Cristo, confiada aos seus discípulos, são diversas, mas o ardor é sempre o mesmo: não podemos reter somente para nós a grandeza do amor de Deus para com a humanidade em Jesus Cristo. Estou sempre mais convencido de que não é o missionário que leva o evangelho, mas é o evangelho que leva o missionário pelas estradas dos bairros, das cidades, dos países e do mundo para testemunhar a beleza da mensagem de Jesus e a grandeza do seu amor. Permaneçamos unidos neste amor que a todos agrega em um só abraço e em um só coração.

 

Padre Alessio Cabras nos deixou em 26 06-2014

Padre Alessio Cabras 001

50 anos de padre Alessio 001

Padre Alessio Cabras nasceu em Tonara (Nuoro – Itália) em 29 de agosto de 1930. Entrou para os Missionários Xaverianos em Tortoli, no ano de 1947. Estudou teologia no Brasil e foi ordenado presbítero em Jaguapitã em 14-03-1959. Após a ordenação assumiu diversas funções como: mestre dos noviços ( 1964- 1969), reitor do seminário de Curitiba ( 1969- 1971), diretor do jornal missionário no Brasil (Kosmos) (1974- 1979), Pároco de Itaquera (1982- 1986), diretor dos Missionários Xaverianos, na Itália (1986- 1993). Em 1993 retornou ao Brasil e se dedicou as pastorais paroquiais: São Paulo- Guaianazes, Piracicaba, Piraju,  Tejupa e Londrina.

A primeira vez que atendi o Pe. Alessio, ele havia recém chegado de São Paulo, onde foi atropelado e fraturou uma perna. Como consequência da imobilização ortopédica, constatei um importante encurtamento muscular, que limitava os movimentos do membro. Ensinei então, alguns exercícios de alongamento, que logo aprendeu e assim pode faze-los sozinho, se recuperando no primeiro mês.

            Era uma pessoa muito inteligente, calma, de voz mansa, de educação refinada e trazia na fala os traços da sabedoria. Além dos estudos normais de um padre era mestre em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP).

            Certa ocasião, no Seminário Xaveriano de Londrina, num almoço festivo, em comemoração a São Francisco Xavier, o assunto da mesa era sobre atuação dos leigos na igreja. Então ele disse o seguinte: em primeiro lugar deve-se fazer da família uma igreja e só depois o cristão poderá se dedicar a igreja da paróquia.

            O mal de Alzheimer lhe roubou toda a sua lucidez e um câncer da face, operado por 3 vezes, desfigurou parte do seu rosto. Algumas vezes ele arranhava a ferida, sem querer, que sangrava e ignorando esta situação por conta da doença neurológica, andava pelos corredores do seminário a cantar Aleluia e Ave Maria em voz alta, quase todos os dias. Ao final da vida permaneceu internado na UTI por causa de uma infecção na face, seguido de coma. Segundo os relatos da enfermagem do hospital, vez ou outra ele acordava e mesmo deitado rezava pedindo misericórdia. Depois, abençoava a todos os doentes da UTI e voltava ao coma.

            Penso que perdemos um grande sacerdote missionário, mas o paraíso ganhou uma grande alma, a alma de um santo.

Dr. Antonio Paulo Alexandrino

 

 

 

No dia 07-02-2016 foi para a casa do Pai, o padre Xaveriano Remígio Serra

Lembranças com o Pe. Serra…

Os anos são 1975 e 1976, eu então com meus 13 e 14 anos, seminarista em Jaguapitã. Padre Serra gostava, segundo ele, de uma boa caçada, pois tinha uma espingarda calibre 28 de dois canos, uma cartucheira, e como Jaguapitã não era a Itália, e pelo fato de não ter um lugar apropriado para caçar, ele arrumou um local para dar uns tiros. De vez em quando ele chamava a mim e mais um outro para irmos com ele até o galinheiro do seminário. Lá, tínhamos, além das galinhas, uma criação de patos, e aí o padre se divertia. Nós ficávamos atrás dele e ele muito tranquilo como sempre, fazia dos patos, alvos fáceis, cada tiro uma risada e é claro um pato morto. Depois que dava uma meia dúzia de tiros, sempre dando risada, nós saíamos de trás dele e começávamos a recolher a “pataiada”. Colocávamos os patos numa carriola, indo na frente com a mesma cheia de patos rumo à cozinha e o padre vinha atrás todo contente com sua espingarda sobre o ombro. Naquela semana, era servido pato no almoço e pato na janta … Bons tempos aqueles.

Nos últimos anos, já aqui em Londrina, em  nossas conversas esse episódio sempre era lembrado. Sou médico veterinário e zootecnista e amigo dos xaverianos.

 

Audecir Alexandrino

 

 

 

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